Andarilhos virtuais...

12 de novembro de 2009

10 de outubro de 2009

O encanto da imperfeição


Imagem: antigo tapete Persa

Será que a imperfeição é mesmo encantadora? Essa é uma pergunta que, para o vocabulário dos perfeccionistas, não existe. Isso porque, para eles, a verdadeira magia é buscar incessantemente o acerto e a perfeição. Quando essa meta não é atingida, a pessoa se sente frustrada. Entretanto, o que equilibra os indivíduos em situações de igualdade são as falhas.
A história da imperfeição recorda a lenda do tapete Persa. A elaboração desses tapetes é conhecida pelo seu acabamento artístico quase perfeito. Por volta de 539 a.C, os persas partiram em guerra para conquistar novas terras. Antes de irem para a batalha, o exército pediu proteção divina ao deus Zam, guardião daquele território.
Certa noite, uma mulher que confeccionava tapetes adormeceu e, durante o sono, ela teve visões. Em seus sonhos ela imaginou a vitória dos persas sobre os babilônios. Por meio dessa visão, a mulher reproduziu toda cena de glória do seu povo no tapete.
A peça era deslumbrante, cada detalhe revelava minuciosamente como os persas venceriam a luta. A confecção do tapete ficou tão perfeita que o deus Zam se enfureceu por acreditar que o povo não confiava mais em seu poder e exterminou grande parte do exército persa. O tapete precisou ser queimado em oferenda ao deus Zam, para que sua ira não permanecesse. A partir de então, todos os tapetes persas são confeccionados com uma pequena falha em seus quatro lados.
Deixo aqui minha opinião: o legal não é ser bom em tudo. Um dia você ajuda, outro dia você é ajudado. Um dia você ensina, outro dia você aprende com os próprios erros. É verdade que a maioria das pessoas busca sempre acertar. Não errar promove nosso reconhecimento e aceitação perante a sociedade. Ainda bem que contos de fadas não existem, pois, aqui no mundo real, qualquer pessoa está sujeita a tropeçar no próprio pé. É impossível que a roda da vida gire sempre do lado certo e tudo saia conforme o planejado. Obstáculos aparecem em nossos caminhos para serem superados, mas qualquer passo em falso é preciso recomeçar do zero. O encanto da imperfeição surge desde o dia em que nascemos, pois somos seres totalmente incompletos. Passamos a conhecer a vida através do aprendizado e esse processo é crônico e contínuo. Enfim, não admitir falhas e não errar é buscar o inatingível.


28 de agosto de 2009

Hécuba e o lamento das troianas

Esse vídeo mostra a história de Hécuba. Ela era mulher de Príamo. Durante a guerra de Tróia morreram-lhe quase todos os dezenove filhos que tinha e viu trucidado seu esposo Príamo, sua filha Polixena e seu neto Astianax.

Fonte: Dicionário Básico de MITOLOGIA (Grécia - Roma - Egito). Autor: Luiz A. P. Victoria




24 de agosto de 2009

Coisa séria

Vamos esquecer um pouco os mitos e falar de um fato sério que aconteceu na Grécia. No domingo (23), um homem tentou atear fogo à mulher e acabou incendiado a floresta. Confira a notícia no site: http://www.tvi24.iol.pt/internacional/grecia-incendios-crime-passional-atenas-fogo-tvi24/1084204-4073.html





As chamas dos fogos que lavram na Grécia encontram-se a quinze quilómetros da capital grega. Segundo a AFP, o incêndio que deflagrou este domingo terá sido provocado por um homem que tentou atear fogo à mulher.
O homem, morador no distrito de Ano Liosia, «encharcou a mulher com um líquido inflamável com a intenção de a matar», revelou a polícia, acrescentando que a mulher, em chamas, correu para a floresta e o fogo começou.
A vítima foi hospitalizada com ferimentos graves, enquanto que o homem foi detido pela polícia depois de tentar fugir de carro.
O foco de incêndio foi combatido pelos bombeiros, que conseguiram conter as chamas.
12 mil hectares consumidos pelas chamas.
Mais de 20 mil pessoas foram obrigadas a fugir dos subúrbios para o norte de Atenas. Com dezenas de frentes incontroláveis, os incêndios já consumiram 12 mil hectares de floresta e dezenas de casas foram destruídas.
O mecanismo comunitário de protecção civil já foi activado pela Comissão Europeia e o executivo grego pediu assistência aérea aos estados-membros.
Pelo menos doze Canadairs combatem as chamas. Os bombeiros esperam que não seja tarde demais para salvar a capital de ser destruída pelo fogo.

23 de julho de 2009

12 de julho de 2009

Monstrinhos

É muito interessante esse vídeo. Mostra os diversos monstros que existiram na antiguidade mística grega. Dragões que soltam fogo, cavalos alados, serpentes marinhas e monstros que comem humanos fazem parte desse cardápio de lendas mitológicas. Vejam!



Fortões

Saiba quais são os heróis gregos que mais se destacaram na mitologia.




Cavalo voador

Glitter Graphics

Mais conhecido como Pégaso.
Esse cavalo alado nasceu do
sangue de Medusa, quando Per-
seu lhe cortou a cabeça. Mon-
tado sobre Pégaso, o herói foi
salvar Andrômedra, exposta ao
furor de um monstro marinho,
e Belerofonte serviu-se de Pé-
gaso para combater a Quimera.
Com uma patada Pégaso fez bro-
tar de Hélicon a fonte de Hipo-
crene, onde os poetas iam beber
inspiração.

Fonte: Dicionário Básico de
MITOLOGIA (Grécia - Roma -
Egito). Autor: Luiz A. P. Victoria


Divas

Conheçam quais são as deusas gregas!




11 de julho de 2009

O canto da sereia


glitter-graphics.com

As sereias eram espécies de fadas cantoras, filhas de Calíope e do Rio Aquelou e habitavam a Sicília, numa ilha vizinha do Cabo Pelore. Sua presença era anunciada por um murmúrio harmonioso e seu canto era mágico. Suas vozes chegavam ao coração dos marinheiros que, para ouvi-las melhor, adiantavam o corpo insensivelmente sobre as águas, nas quais penetravam para não mais voltar.

Fonte: Dicionário Básico de MITOLOGIA (Grécia - Roma - Egito). Autor: Luiz A. P. Victoria

Down


glitter-graphics.com

Tem dias que nem a deusa Aurora consegue alegrar o meu mundo mitológico.

P.s: Aurora é a deusa da manhã, encarregada de abrir ao Sol as portas do Oriente. Os poetas descrevem-na montada num carro rutilante, puxado por quatro cavalos brancos.

Fonte: Dicionário Básico de MITOLOGIA (Grécia - Roma - Egito). Autor: Luiz A. P. Victoria

10 de julho de 2009

Circe

Esse vídeo é muito legal. Ulisses ou Odisseu vai em busca de notícias dos seus amigos. Encontra todos eles na casa da Circe. Detalhe: Os companheiros do herói foram transformados em animais. O mais engraçado é quando um deles (transformado em porco) está na fogueira, pronto para ser devorado (literalmente).
O vídeo não tem legenda, mas se alguém achar ele legendado no youtube, por favor, me avise!





28 de junho de 2009

Chifrudos


Esses dias tive um pesadelo dos mais esquisito. Tenho quase certeza que foi por causa de um negócio que li. Era sobre os demônios 'Incubus e Sucubus'. A lenda conta que esses chifrudinhos passava a noite inteira atormentando homens e mulheres. Os dois nomes são de origem latina. Cada 'coisa ruim' tinha uma função: um atacava só homem e outro atacava só mulher. Ou seja, Incubus vem do verbo Incubare, que significa "deitar-se sobre" - esse 'come' (no bom sentido) apenas mulheres - e os Sububus do verbo Succubare, significa "deitar-se embaixo de" - esse bichinho era uma versão feminina que se 'deitava' apenas com homens.
O incubus provavelmente se originou na antiga prática de incubação. Isso quer dizer que pessoas, quando iam ao um templo de alguma divindade, geralmente estavam procurando repouso ou descanso. Só que tinha um detalhe: no decorrer da noite a pessoa acreditava que ela seria visitada por algum deus e, quase sempre, essa divindade faria sexo com ela. Algumas vezes o contato sexual acontecia em sonho ou alguém - que por sinal era idêntico a um humano, ou melhor dizendo era um humano mesmo - faria sexo com a pessoa, dizendo que era um 'representante' da divindade. No entanto, o cristianismo classificou esse ato como demoníaco, devido essas criaturas divinas serem pagãs. Esse pensamento foi corrente no século XV, pois os líderes religiosos, ligados a Inquisição, acreditavam que essa explicação (de que incubi e succubi era atividades demoníacas ligadas a bruxaria) pareciam ter mais lógica. "O Martelo das Bruxas" (ou Malleus Maleficarum) era a ferramenta utilizada pelos caçadores de bruxas, eles supunham que todas as bruxas se submetiam, voluntariamente, aos incubi. Esse pensamento permaneceu até o século XVII.

Observem esse trecho que peguei do Livro dos Vampiros, A Enciclopédia dos Mortos Vivos, de J. Gordon Melton.
Jones, psicólogo freudiano, e Jan L. Perkowsi já tratam esse mito de maneira bem diferente. Ambos veem essas figuras demoníacas como criaturas ligadas intimamente ao vampirismo. Mas o Jan Perkowsi diferencia o vampiro do fenômeno mora (eslavo).
Credo!

"Jones, um psicólogo freudiano, juntou o sucubus/inccubus e o vampiro como expressões de sentimentos sexuais reprimidos. O vampiro era visto como o mais intenso dos dois. Em virtude das semelhanças entre vampiros e os incubi/succubi, muitas das formas deste último aparecem freqüentemente nas listas de vampiros diferentes pelo mundo afora, como follets (francês), duendes (espanhol), alpes (alemão), e folletti (italiano). Intimamente ligado ao incubus estava o mare (teutônico antigo), mara (escandinavo) ou mora (eslavo), o espírito maligno de um pesadelo".

"Jan L. Perkowsi assinalou que as histórias do vampiro eslavo também incluíam elementos do que parecia ser o mora. Ele os considerou no cômputo de vampiros que tinham experimentado uma contaminação demoníaca. Distinguiu cuidadosamente o vampiro (um cadáver reavivado) e o mora (um espírito de forma esférica) e criticou vampirologistas como Montague Summers, Dudley Wright e Gabriel Ronay por confundir as duas coisas. Também criticou Jones pelo mesmo motivo. Conquanto conhecesse que o vampiro e o mora compartilhavam o mesmo tipo de vítima (alguém dormindo), o fenômeno do vampiro precisava ser diferenciado na medida em que estava centrado em um cadáver enquanto o fenômeno mora não tinha essa referência e estava centrado inteiramente na vítima que havia sobrevivido a um ataque de espíritos malignos".




4 de junho de 2009

Superdotado


Eu sei que não é elegante ficar falando sobre as partes íntimas dos imortais. Mas, afinal, toda regra tem sua exceção. Na Grécia antiga existia um deus, chamado de Priapo ou Príapo, que possuia genitalias bem exageradas. O superdotado ocupava o posto de deus da fertilidade. Filho de Dionísio(deus do vinho) e Afrodite (deusa da beleza), o grande reprodutor recebeu essa deformidade graças a inveja que Hera (deusa do matrimônio) tinha de sua mãe. Por isso, a malvada fez com que Priapo nascesse com uma enorme deformidade. Sua mãe mandou educá-lo nas margens do Helesponto, em Lampasaco. No entanto, o garoto tornou-se um monstro de terror e repulsa, devido sua vida desregrada e seu hábito libertinoso. A população só passou a adorar o 'rejeitado' quando a cidade foi surpreendida por uma desastrosa epidemia. Eles acreditavam que essa doença foi espalhada por não terem dado a devida atenção ao deus da fertilidade.

5 de maio de 2009

3 de maio de 2009

O quase nunca é o bastante


Fotografia: Milton Montenegro - Sísifo - 1988

Atirem a primeira pedra quem nunca quase passou no vestibular, quase ganhou na Mega-Sena, quase teve um aumento de 50% no salário, quase bateu o carro, quase atropelou um cachorrinho, quase xingou o chefe, quase perdeu a cabeça, quase terminou o namoro desconfiado (a) por causa de uma suposta traição, quase conseguiu comer três Big Mac, quase ficou em coma alcoólico, quase sofreu um acidente, quase foi assaltado, quase fez xixi na roupa, quase rodou a ‘baiana’, quase pediu demissão, quase gritou que amava alguém, quase casou...
O quase, quando se refere a algo bom, sempre atrapalha. Mas quando indica algo ruim agradecemos a Deus por ele existir. Diversas pessoas não conseguem se desgrudar do quase e, por isso, acabam deixando a oportunidade passar. Outras têm a história parecida com a de Sísifo (personagem da mitologia grega), ou seja, essas pessoas são condenadas em rolar, por toda à vida, um enorme bloco de pedra até o topo de uma montanha para depois vê-la caindo no mesmo lugar. E, insistentemente, elas se põem a carregar, mais uma vez, o fardo montanha acima.
Só conseguimos vencer pelo cansaço quando acreditamos na vitória. Sem esforço e pensamento positivo a pessoa aceita a maldição de Sísifo e, por mais que tente rolar a gigante rocha, se frustra em ter que recomeçar. O quase pode trazer inúmeras consequências, a pior delas é a ânsia de tudo que poderia ter sido e não foi. Um enorme ponto de interrogação se posta sob nossas cabeças e somos bombardeados de dúvidas sobre coisas que deveríamos ter feito ou, ao menos, tentado fazer. Pessoas assim não são fortes o bastante como Sísifo.
Sísifo quase conseguiu cumprir sua meta, que era o de empurrar a pedra gigante até o outro lado da montanha. Só não deu certo porque os obstáculos – como o peso da rocha – obrigavam-no a retroceder. Mas isso não é motivo para desânimo. Sísifo não desanimou! Por mais que ele tenha sido derrotado pelo destino, foi considerado um heroi guerreiro, pois aproveitou até os últimos dias da sua vida para tentar se libertar do fardo pesado que carregava.
Prestem atenção: o mal de Sísifo não é para sempre. Enquanto a pedra voltava para o ponto de partida, ele, com o rosto suado de tanto esforço, lutava para o fim daquela sina. Mesmo com a morte insistindo em levá-lo a vida o renovava. Ser Sísifo é ter hábito de trabalhar muito, de saber o que acontecerá quando chegar lá no alto. Ele sabia o que carregava: era sua vida. A vida recomeça em cada fruto e é assim que se multiplica a eterna luta. A vida na vida se inicia. Vários Sísifos já nasceram, uns lutam exaustivamente para chegar ao cume, mesmo sabendo que a caminhada é longa e quando chegar lá já vão estar velhinhos, e outros já desistiram, com medo de nunca chegarem ao topo.

Saiu no Jornal



O artigo "Cogumelo dos 'deuses'" foi publicado dia 03/04/2009 no Jornal Diário da Manhã

Leia mais: http://www.dmdigital.com.br/index.php?edicao=7847&contpag=23&posjornal=40.8

Leia também no hipertexto: http://circearaujo.blogspot.com/2009/05/o-quase-nunca-e-o-bastante.html


4 de abril de 2009

Poseidon nome grego de Netuno

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Poseidon (grego) ou Netuno (romano) era o deus do
mar, filho de Saturno e de Cibele. Em sua juventu-
de havia tramado uma conspiração contra Júpiter o
qual expulsou do Olimpo e o relegou à condição de
simples mortal. Por essa ocasião, foi encarregado
por Laomedon de levantar os muros que protegiam
Tróia contra a fúria das ondas.
Reconciliado com seu irmão, este o encarregou do
império dos mares. Procurando esposa, seus olhos
fixaram-se em Afitrite, filha do Oceano. Esta,
porém, não correspondeu ao seu amor. Mais tarde,
Anfitrite resolveu casar-se com Netuno.
O deus também é conhecido pela criação dos cava-
los, um dos mais belos presentes que os deuses
puderam dar aos homens. Todos os povos renderam
culto a Netuno e lhe levantaram altares e templos.
Os Arúspices lhe ofereciam fel das vítimas devido
à analogia com o sabor amargo das águas do mar.
Netuno costuma ser representado por um ancião
de peito alentado, coberto de roupagens azuladas.
Segura na mão um tridente e serve-lhe de carro
uma vasta concha puxada por hipocampos ou cavalos-
marinhos. Os tritões que formam seu cortejo anun-
ciam sua presença fazendo soar uma concha, que é
uma espécie de trombeta que se desdobra em várias
curvas,cada vez mais amplas e cujos sons se propa-
gam até os confins do mundo.

Fonte: Dicionário Básico de Mitologia - Luiz A. P. Victoria

P.s: Clique no título, aperte o play, veja o vídeo e ouça a música dos Beatles - Yellow Submarine.


Introdução de Mythos Clássicos

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P.s: Clique no título, aperte o play, veja o vídeo e ouça a música do Yngwie Malmsteen and Tim Owens - Mr Crowley.


21 de março de 2009

Circe nas veias!

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Estralos
nos ouvidos,
corpo
paralisado
e mãos
formigando.

O choque
foi
de repente,
a luz
momentânea
desapareceu
num piscar
de olhos.

Nada grave,
mas o susto
me fez
acreditar
na morte
segurando
meus dedinhos.

O raio
tocou o chão
e acariciou
minhas
células agitadas.

Nada grave,
mas eu gritei
de dor
ilusória.
- Estou bem, já disse!
Mas não me
deixe só
ouvindo
os estralos.

Fique bem
perto e
abrace
meus elétrons
descontrolados.

Não me
deixe aqui
solitária
encolhida no
canto da cama.
Fica comigo,
me protege.

Meu corpo
tremeu até
o dia seguinte...

Nada grave,
mas hoje não
me chamo mais Larissa.
Minha identidade
transita.
Minha vida
metamorfoseia.
Não sou como
antigamente
e aposto
que você também não.

Meu nome
é CIRCE!
Não sei
como explicar,
mas algo
diferente
mexeu nas
minhas veias
e chacoalhou
meu cérebro.

Estralos
nos ouvidos
e lembranças
da minha
infância.
Corpo paralisado
e tempo
acelerado.
Mãos formigando
e choques
latejando.


P.s1: Não sei ao certo se eu levei um chocão, mas no dia 08/03/2009 caiu um raio próximo da minha casa e eu senti 0,5% da potência dessa luz fatal. Ouvi um estralo - na hora eu estava usando um fone de ouvido ligado ao computador -, depois senti meu corpo paralisado, dormência e no outro dia minhas mãos ainda estavam formigando. Ah, então, você me pergunta se foi por isso que eu resolvi mudar de nome? O que tem a ver? Bom, não tem nada a ver. Mas é por outros motivos que resolvi mudar de nome. Gosto da história da Circe e acho que em alguns pontos temos algo parecido. Hum, nunca transformei nenhum homem em porco, mas, assim que eu descobrir a fórmula da poção, vou realizar esse desejo inconsciente.
Para quem ainda não leu, meu amigo Ivair Lima fez um poema sobre essa minha mudança de nome. Confira: Metamorfose andante (Paralelos).
http://circearaujo.blogspot.com/search/label/Metamorfose%20andante

P.s2: Clique no título, aperte o play, veja o vídeo e ouça a música do Megadeth - These Boots (Censored).

4 de março de 2009

Saiu no Jornal



O artigo "Aprenda com Epicuro" foi publicado dia 04/03/2009 no Jornal Diário da Manhã

Leia também no hipertexto: http://circearaujo.blogspot.com/2008/09/la-dolce-vita.html


Metamorfose andante




Paralelos


Era um pontinho sobre a folha verde
Cresceu em forma cilíndrica e tornou-se voraz
Depois se aquietou um tempo em casulo
E súbito: milagre da metamorfose!
Voou belíssima borboleta
Livre para uma existência efêmera.

Larissinha era uma menina linda
Linda, loura e com a cabeça na Grécia
Cresceu em leitura, observação e raciocínio
Nunca se aquietou, farejava mitos e os recriava.
Súbito: milagre da metamorfose!
Adotou o nome Circe e pintou os cabelos de negro
Ficou ainda mais bela, para brilhar por toda a vida...


Agradeço carinhosamente o poema escrito pelo meu grande amigo jornalista Ivair Lima.

1 de março de 2009

Cogumelos dos "deuses"



Se vocês ficaram surpresos com esse título, eu fiquei assustada quando soube que os alimentos divinos dos deuses gregos, ou seja, a ambrosia e o néctar eram simplesmente cogumelos entorpecentes.
É isso mesmo. Segundo o autor, Robert Graves, os deuses e os mortais não se entorpeciam exclusivamente com o vinho e a cerveja feita de hera - planta tóxica que traz graves problemas para a pele como, por exemplo, ulceração intensa. Em rituais bacânticos eles utilizavam tais bebidas para engolir uma droga muito mais forte: a Amanita muscaria, um cogumelo cru que produz alucinações, distúrbios irracionais, visões futuristas, excitações e graus elevados de força muscular.
Robert chegou a essa conclusão quando começou a revisar seu Grande Livro dos Mitos Gregos, em 1958, e percebeu que os centauros (meio homens e meio cavalos) veneravam o deus Dionísio ou Baco, cujo ritual era celebrado nos meses de outono e recebia o nome de ‘Ambrosia’.
Desconfiado, o autor foi em busca de mitos que reforçassem tal afirmação. Ele encontrou a história de Licurgo. A lenda conta que o herói, armado apenas de uma aguilhada, derrotou o exército inteiro de Dionísio ‘que acabara de voltar vitorioso da Índia’- na cabeça do autor essas aspas significam o ápice da sensação do cogumelo. Essa lenda comprovou a teoria de Robert, pois Licurgo aproveitou que o exército estava em absoluta inércia (efeito após o êxtase da droga) para dominá-lo.
A curiosidade das guloseimas ‘divinas’ não para por aí. Para o autor, além da ambrosia ser um cogumelo alucinógeno, o néctar também faz parte dessa receita desvairada. E, além disso, as inicias do néctar e da ambrosia formam a palavra grega ‘cogumelo’.
Robert confessou em seu livro que comeu um cogumelo alucinógeno, o psilócibe (Psilocybe mexicana). Esse cogumelo é uma ambrosia divina e de uso ancestral entre os índios mazatecas da província de Oaxaca, no sul do México.
Ele conta que ouvia as sacerdotisas invocarem Tlaloc, o deus cogumelo, e teve visões transcendentais. O autor diz ainda que o céu e o inferno podem ter sido derivados de mistérios semelhantes aos do êxtase de alguma droga.
A experiência de Robert não deixou dúvidas em sua teoria sobre a alimentação 'divina'. Quando o autor descreve o que sentiu comendo o cogumelo, ele relaciona o fenômeno com os admiradores de Dionísio. Como exemplo, ele destaca que o Tlaloc foi gerado por um raio, da mesma forma que Dionísio. Tlaloc envergava uma coroa em forma de serpente, da mesma maneira do deus Dionísio. O costume selvagem das mênades ou as bacantes, que eram o de arrancar a cabeça de
suas vítimas, também é citado por Robert. Essa mulheres se reuniam a cada dois anos e reverenciavam Dionísio por meio de possessão divina, em seus cortejos enlouquecidos nos altos das montanhas. O autor conta também que esse hábito talvez se refere alegoricamente à separação da cabeça sagrada do cogumelo e não de pessoas ou animais.


11 de janeiro de 2009

Safo, a mulher poeta

Acreditando na cura do amor,
Safo se joga ao mar.
Mas morre logo em seguida,
Por culpa da paixão não correspondida,
Não teve chances de se salvar.






Para quem acha que só existiam homens poetas no período antigo da literatura grega, estão enganados. Safo de Lesbos, considerada a décima musa pelo filósofo Platão, era a maior poetisa lírica. Estudou dança e retórica - curso permitido somente para mulheres da aristocracia. Poucos fragmentos restaram de suas obras, a única coisa que sabemos ao certo é que a poeta nasceu em Eresso, na ilha grega de Lesbos, por volta de 612 a.C. Montou uma escola para mulheres, a primeira escola de aperfeiçoamento da História, do qual lecionava poesia, dança e música. Safo apaixonou-se por uma de suas alunas. No entanto, a jovem, Átis, gostava de um rapaz. Safo, tomada de ciúmes, dedica a garota os versos “À amada”. A artista também se apaixona por um rapaz, chamado Faonte. Por ser um amor não correspondido, a poeta pula ao mar e morre. Esse pulo ficou conhecido como o “Pulo do Amante”. De acordo com a superstição, quem arriscar a dar esse ‘salto’, e, é claro, não morrer, ficará curado de amor.

E, então, você se arrisca?


4 de janeiro de 2009

Medusa



Música: Xandria - Kill the sun

2 de janeiro de 2009