Andarilhos virtuais...
12 de julho de 2009
Cavalo voador
Mais conhecido como Pégaso.
Esse cavalo alado nasceu do
sangue de Medusa, quando Per-
seu lhe cortou a cabeça. Mon-
tado sobre Pégaso, o herói foi
salvar Andrômedra, exposta ao
furor de um monstro marinho,
e Belerofonte serviu-se de Pé-
gaso para combater a Quimera.
Com uma patada Pégaso fez bro-
tar de Hélicon a fonte de Hipo-
crene, onde os poetas iam beber
inspiração.
Fonte: Dicionário Básico de
MITOLOGIA (Grécia - Roma -
Egito). Autor: Luiz A. P. Victoria
11 de julho de 2009
O canto da sereia
glitter-graphics.com
As sereias eram espécies de fadas cantoras, filhas de Calíope e do Rio Aquelou e habitavam a Sicília, numa ilha vizinha do Cabo Pelore. Sua presença era anunciada por um murmúrio harmonioso e seu canto era mágico. Suas vozes chegavam ao coração dos marinheiros que, para ouvi-las melhor, adiantavam o corpo insensivelmente sobre as águas, nas quais penetravam para não mais voltar.
Fonte: Dicionário Básico de MITOLOGIA (Grécia - Roma - Egito). Autor: Luiz A. P. Victoria
Down
glitter-graphics.com
Tem dias que nem a deusa Aurora consegue alegrar o meu mundo mitológico.
P.s: Aurora é a deusa da manhã, encarregada de abrir ao Sol as portas do Oriente. Os poetas descrevem-na montada num carro rutilante, puxado por quatro cavalos brancos.
Fonte: Dicionário Básico de MITOLOGIA (Grécia - Roma - Egito). Autor: Luiz A. P. Victoria
10 de julho de 2009
Circe
Esse vídeo é muito legal. Ulisses ou Odisseu vai em busca de notícias dos seus amigos. Encontra todos eles na casa da Circe. Detalhe: Os companheiros do herói foram transformados em animais. O mais engraçado é quando um deles (transformado em porco) está na fogueira, pronto para ser devorado (literalmente).
O vídeo não tem legenda, mas se alguém achar ele legendado no youtube, por favor, me avise!
O vídeo não tem legenda, mas se alguém achar ele legendado no youtube, por favor, me avise!
28 de junho de 2009
Chifrudos

Esses dias tive um pesadelo dos mais esquisito. Tenho quase certeza que foi por causa de um negócio que li. Era sobre os demônios 'Incubus e Sucubus'. A lenda conta que esses chifrudinhos passava a noite inteira atormentando homens e mulheres. Os dois nomes são de origem latina. Cada 'coisa ruim' tinha uma função: um atacava só homem e outro atacava só mulher. Ou seja, Incubus vem do verbo Incubare, que significa "deitar-se sobre" - esse 'come' (no bom sentido) apenas mulheres - e os Sububus do verbo Succubare, significa "deitar-se embaixo de" - esse bichinho era uma versão feminina que se 'deitava' apenas com homens.
O incubus provavelmente se originou na antiga prática de incubação. Isso quer dizer que pessoas, quando iam ao um templo de alguma divindade, geralmente estavam procurando repouso ou descanso. Só que tinha um detalhe: no decorrer da noite a pessoa acreditava que ela seria visitada por algum deus e, quase sempre, essa divindade faria sexo com ela. Algumas vezes o contato sexual acontecia em sonho ou alguém - que por sinal era idêntico a um humano, ou melhor dizendo era um humano mesmo - faria sexo com a pessoa, dizendo que era um 'representante' da divindade. No entanto, o cristianismo classificou esse ato como demoníaco, devido essas criaturas divinas serem pagãs. Esse pensamento foi corrente no século XV, pois os líderes religiosos, ligados a Inquisição, acreditavam que essa explicação (de que incubi e succubi era atividades demoníacas ligadas a bruxaria) pareciam ter mais lógica. "O Martelo das Bruxas" (ou Malleus Maleficarum) era a ferramenta utilizada pelos caçadores de bruxas, eles supunham que todas as bruxas se submetiam, voluntariamente, aos incubi. Esse pensamento permaneceu até o século XVII.
Observem esse trecho que peguei do Livro dos Vampiros, A Enciclopédia dos Mortos Vivos, de J. Gordon Melton.
Jones, psicólogo freudiano, e Jan L. Perkowsi já tratam esse mito de maneira bem diferente. Ambos veem essas figuras demoníacas como criaturas ligadas intimamente ao vampirismo. Mas o Jan Perkowsi diferencia o vampiro do fenômeno mora (eslavo).
Credo!
"Jones, um psicólogo freudiano, juntou o sucubus/inccubus e o vampiro como expressões de sentimentos sexuais reprimidos. O vampiro era visto como o mais intenso dos dois. Em virtude das semelhanças entre vampiros e os incubi/succubi, muitas das formas deste último aparecem freqüentemente nas listas de vampiros diferentes pelo mundo afora, como follets (francês), duendes (espanhol), alpes (alemão), e folletti (italiano). Intimamente ligado ao incubus estava o mare (teutônico antigo), mara (escandinavo) ou mora (eslavo), o espírito maligno de um pesadelo".
"Jan L. Perkowsi assinalou que as histórias do vampiro eslavo também incluíam elementos do que parecia ser o mora. Ele os considerou no cômputo de vampiros que tinham experimentado uma contaminação demoníaca. Distinguiu cuidadosamente o vampiro (um cadáver reavivado) e o mora (um espírito de forma esférica) e criticou vampirologistas como Montague Summers, Dudley Wright e Gabriel Ronay por confundir as duas coisas. Também criticou Jones pelo mesmo motivo. Conquanto conhecesse que o vampiro e o mora compartilhavam o mesmo tipo de vítima (alguém dormindo), o fenômeno do vampiro precisava ser diferenciado na medida em que estava centrado em um cadáver enquanto o fenômeno mora não tinha essa referência e estava centrado inteiramente na vítima que havia sobrevivido a um ataque de espíritos malignos".
4 de junho de 2009
Superdotado

Eu sei que não é elegante ficar falando sobre as partes íntimas dos imortais. Mas, afinal, toda regra tem sua exceção. Na Grécia antiga existia um deus, chamado de Priapo ou Príapo, que possuia genitalias bem exageradas. O superdotado ocupava o posto de deus da fertilidade. Filho de Dionísio(deus do vinho) e Afrodite (deusa da beleza), o grande reprodutor recebeu essa deformidade graças a inveja que Hera (deusa do matrimônio) tinha de sua mãe. Por isso, a malvada fez com que Priapo nascesse com uma enorme deformidade. Sua mãe mandou educá-lo nas margens do Helesponto, em Lampasaco. No entanto, o garoto tornou-se um monstro de terror e repulsa, devido sua vida desregrada e seu hábito libertinoso. A população só passou a adorar o 'rejeitado' quando a cidade foi surpreendida por uma desastrosa epidemia. Eles acreditavam que essa doença foi espalhada por não terem dado a devida atenção ao deus da fertilidade.
5 de maio de 2009
Saiu no Jornal

O artigo "O quase nunca é o bastante" foi publicado dia 05/04/2009 no Jornal Diário da Manhã
Leia mais: http://www.dm.com.br/materias/show/t/o_quase_nunca__e_o_bastante%20-%2028k
Leia também no hipertexto: http://circearaujo.blogspot.com/2009/05/o-quase-nunca-e-o-bastante.html
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O quase nunca é o bastante (Sísifo),
Saiu no Jornal
3 de maio de 2009
O quase nunca é o bastante

Fotografia: Milton Montenegro - Sísifo - 1988
Atirem a primeira pedra quem nunca quase passou no vestibular, quase ganhou na Mega-Sena, quase teve um aumento de 50% no salário, quase bateu o carro, quase atropelou um cachorrinho, quase xingou o chefe, quase perdeu a cabeça, quase terminou o namoro desconfiado (a) por causa de uma suposta traição, quase conseguiu comer três Big Mac, quase ficou em coma alcoólico, quase sofreu um acidente, quase foi assaltado, quase fez xixi na roupa, quase rodou a ‘baiana’, quase pediu demissão, quase gritou que amava alguém, quase casou...
O quase, quando se refere a algo bom, sempre atrapalha. Mas quando indica algo ruim agradecemos a Deus por ele existir. Diversas pessoas não conseguem se desgrudar do quase e, por isso, acabam deixando a oportunidade passar. Outras têm a história parecida com a de Sísifo (personagem da mitologia grega), ou seja, essas pessoas são condenadas em rolar, por toda à vida, um enorme bloco de pedra até o topo de uma montanha para depois vê-la caindo no mesmo lugar. E, insistentemente, elas se põem a carregar, mais uma vez, o fardo montanha acima.
Só conseguimos vencer pelo cansaço quando acreditamos na vitória. Sem esforço e pensamento positivo a pessoa aceita a maldição de Sísifo e, por mais que tente rolar a gigante rocha, se frustra em ter que recomeçar. O quase pode trazer inúmeras consequências, a pior delas é a ânsia de tudo que poderia ter sido e não foi. Um enorme ponto de interrogação se posta sob nossas cabeças e somos bombardeados de dúvidas sobre coisas que deveríamos ter feito ou, ao menos, tentado fazer. Pessoas assim não são fortes o bastante como Sísifo.
Sísifo quase conseguiu cumprir sua meta, que era o de empurrar a pedra gigante até o outro lado da montanha. Só não deu certo porque os obstáculos – como o peso da rocha – obrigavam-no a retroceder. Mas isso não é motivo para desânimo. Sísifo não desanimou! Por mais que ele tenha sido derrotado pelo destino, foi considerado um heroi guerreiro, pois aproveitou até os últimos dias da sua vida para tentar se libertar do fardo pesado que carregava.
Prestem atenção: o mal de Sísifo não é para sempre. Enquanto a pedra voltava para o ponto de partida, ele, com o rosto suado de tanto esforço, lutava para o fim daquela sina. Mesmo com a morte insistindo em levá-lo a vida o renovava. Ser Sísifo é ter hábito de trabalhar muito, de saber o que acontecerá quando chegar lá no alto. Ele sabia o que carregava: era sua vida. A vida recomeça em cada fruto e é assim que se multiplica a eterna luta. A vida na vida se inicia. Vários Sísifos já nasceram, uns lutam exaustivamente para chegar ao cume, mesmo sabendo que a caminhada é longa e quando chegar lá já vão estar velhinhos, e outros já desistiram, com medo de nunca chegarem ao topo.
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O artigo "Cogumelo dos 'deuses'" foi publicado dia 03/04/2009 no Jornal Diário da Manhã
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4 de abril de 2009
Poseidon nome grego de Netuno
Poseidon (grego) ou Netuno (romano) era o deus do
mar, filho de Saturno e de Cibele. Em sua juventu-
de havia tramado uma conspiração contra Júpiter o
qual expulsou do Olimpo e o relegou à condição de
simples mortal. Por essa ocasião, foi encarregado
por Laomedon de levantar os muros que protegiam
Tróia contra a fúria das ondas.
Reconciliado com seu irmão, este o encarregou do
império dos mares. Procurando esposa, seus olhos
fixaram-se em Afitrite, filha do Oceano. Esta,
porém, não correspondeu ao seu amor. Mais tarde,
Anfitrite resolveu casar-se com Netuno.
O deus também é conhecido pela criação dos cava-
los, um dos mais belos presentes que os deuses
puderam dar aos homens. Todos os povos renderam
culto a Netuno e lhe levantaram altares e templos.
Os Arúspices lhe ofereciam fel das vítimas devido
à analogia com o sabor amargo das águas do mar.
Netuno costuma ser representado por um ancião
de peito alentado, coberto de roupagens azuladas.
Segura na mão um tridente e serve-lhe de carro
uma vasta concha puxada por hipocampos ou cavalos-
marinhos. Os tritões que formam seu cortejo anun-
ciam sua presença fazendo soar uma concha, que é
uma espécie de trombeta que se desdobra em várias
curvas,cada vez mais amplas e cujos sons se propa-
gam até os confins do mundo.
Fonte: Dicionário Básico de Mitologia - Luiz A. P. Victoria
P.s: Clique no título, aperte o play, veja o vídeo e ouça a música dos Beatles - Yellow Submarine.
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Introdução de Mythos Clássicos
P.s: Clique no título, aperte o play, veja o vídeo e ouça a música do Yngwie Malmsteen and Tim Owens - Mr Crowley.
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