Andarilhos virtuais...

5 de março de 2010

21 de fevereiro de 2010

Frase

Olá, queridos mortais. Nesse exato momento estou conversando com o Diego Ribeiro pelo msn e ele, como quem não quer nada, disse uma frase inteligentíssima sobre gregos e romanos. Bom, aí vai: "Gregos endeusavam os humanos e os romanos humanizavam os deuses".

Gostaram? Eu adorei!

Ps.: Ele me disse que não sabe de quem é essa frase. Se alguém souber quem é o autor, por favor, me avise!


9 de fevereiro de 2010

Fauno

Filho de Pico e da ninfa Canente. Fauno era querido aos habitantes do Lácio por seu valor e profunda sabedoria. Ele se tornou protetor da agricultura e, depois de sua morte, pessoas o associaram como um deus campestre e, como forma de homenagem, fizeram para o deus templos e altares. É representado como Pã, com pernas e pés de cabrito, a cabeça armada de chifres, nariz achatado e barba em desordem.

Fonte: Dicionário Básico de MITOLOGIA (Grécia - Roma - Egito). Autor: Luiz A. P. Victoria


26 de janeiro de 2010

GUERRA DAS ARANHAS



Sumi novamente. Desculpe. Bom, tenho uma explicação. Durante esse tempo desaparecida estive observando algumas aranhas. Não pense que sou estranha ou louca, mas eu realmente fiquei intrigada com a classe dos aracnídeos. Há mais ou menos dois meses, quando eu tomava meu banho tranquilamente, uma criatura com quatro pares de pernas, sem asas e antenas com corpo dividido em duas partes, parecendo dois feijões negros e na superfície ventral do abdômen existia uma bolota vermelha, lançou sua teia, que mais parecia uma seda de tão brilhante, e deslizou até a outra ponta da parede onde eu me encontrava. Meus olhos dançavam, acompanhando aquele animal invertebrado. E o que isso tem demais? Se para você é normal, para mim, não.
Ela era repugnante e, ao me encarar, com seus oito olhos, pude notar que a aranha não queria me agredir, mas continuar escorregando naquele fio transparente e firme. Até aí tudo bem. Terminei meu banho, troquei de roupa, me preparei para dormir quando, de repente, veio a ‘neura’. Pensei: E se aquela coisa peçonhenta resolver deslizar sobre minha pele à noite? Credo. Voltei correndo para o banheiro, armada com uma faca de mesa e... cadê a bicha? Ela havia desaparecido. Fechei a porta do meu quarto, coloquei um tapete tapando o buraco da porta, guardei todos os sapatos em suas caixas e tentei ficar tranqüila. Dormi. Acordei. Cochilei. As horas passavam e nada de eu pegar no sono.
Existe apenas uma coisa que me acalma nesses momentos: ler mitologia. E foi isso que fiz. Ao abrir o livro, mergulhei na história de Minerva, deusa da sabedoria, filha de Júpiter. Conta-se a lenda que Minerva saiu da cabeça do deus pronta para algum combate, pois estava revestida de armadura completa. Muito vaidosa, a deusa não aceitava que nenhum ser competisse com seus dons imortais. No entanto, uma garota se atreveu a fazer de Minerva sua adversária na arte de tecer e bordar. O material era de tamanha perfeição que a mortal transformava a lã bruta em macios cobertores, se assemelhando a nuvens.
A deusa não pôde conter o ódio e ordenou que a mesma parasse com aquela rixa. Fingindo não ouvir, a donzela continuou tecendo com habilidade. Minerva enlouqueceu e, bem do lado da mortal, colocou o fio no tear. Começou a bordar também um tecido. Porém, a mortal, cujo nome era Aracne, insultou a deusa com um bordado mostrando os principais erros dos deuses. Minerva admirou a arte, mas detestou a afronta. Segurou bem forte a cabeça da Aracne e fez com que a mesma se sentisse culpada e envergonhada por essa competição. A virgem não suportou a pressão e enforcou-se. Minerva, arrependida, desejou que Aracne voltasse a viver. Molhou-a com suco de acônito – planta venenosa utilizada na antiguidade para ungir as pontas das flechas antes de ir à caça – e rapidamente seus cabelos caíram, da mesma forma desapareceram os olhos e as orelhas. Seu corpo ficou pequeno como feijão e tão negro como piche, os dedos grudaram, transformando-se em patas, e sua cabeça encolheu. Tudo foi mudado, menos o seu dom de tecer. Pendurada com uma corda em volta do pescoço, Aracne morreu e ressucitou. Por ordem da deusa, Aracne deve permanecer para sempre a tecer seu fio suspensa nessa posição.
Por fim, o paradeiro da aranha no banheiro da minha casa ainda é um mistério. Ela poderia ser a Aracne que desfilava diante dos meus olhos com o seu dom eternizado pela deusa Minerva.



12 de novembro de 2009

10 de outubro de 2009

O encanto da imperfeição


Imagem: antigo tapete Persa

Será que a imperfeição é mesmo encantadora? Essa é uma pergunta que, para o vocabulário dos perfeccionistas, não existe. Isso porque, para eles, a verdadeira magia é buscar incessantemente o acerto e a perfeição. Quando essa meta não é atingida, a pessoa se sente frustrada. Entretanto, o que equilibra os indivíduos em situações de igualdade são as falhas.
A história da imperfeição recorda a lenda do tapete Persa. A elaboração desses tapetes é conhecida pelo seu acabamento artístico quase perfeito. Por volta de 539 a.C, os persas partiram em guerra para conquistar novas terras. Antes de irem para a batalha, o exército pediu proteção divina ao deus Zam, guardião daquele território.
Certa noite, uma mulher que confeccionava tapetes adormeceu e, durante o sono, ela teve visões. Em seus sonhos ela imaginou a vitória dos persas sobre os babilônios. Por meio dessa visão, a mulher reproduziu toda cena de glória do seu povo no tapete.
A peça era deslumbrante, cada detalhe revelava minuciosamente como os persas venceriam a luta. A confecção do tapete ficou tão perfeita que o deus Zam se enfureceu por acreditar que o povo não confiava mais em seu poder e exterminou grande parte do exército persa. O tapete precisou ser queimado em oferenda ao deus Zam, para que sua ira não permanecesse. A partir de então, todos os tapetes persas são confeccionados com uma pequena falha em seus quatro lados.
Deixo aqui minha opinião: o legal não é ser bom em tudo. Um dia você ajuda, outro dia você é ajudado. Um dia você ensina, outro dia você aprende com os próprios erros. É verdade que a maioria das pessoas busca sempre acertar. Não errar promove nosso reconhecimento e aceitação perante a sociedade. Ainda bem que contos de fadas não existem, pois, aqui no mundo real, qualquer pessoa está sujeita a tropeçar no próprio pé. É impossível que a roda da vida gire sempre do lado certo e tudo saia conforme o planejado. Obstáculos aparecem em nossos caminhos para serem superados, mas qualquer passo em falso é preciso recomeçar do zero. O encanto da imperfeição surge desde o dia em que nascemos, pois somos seres totalmente incompletos. Passamos a conhecer a vida através do aprendizado e esse processo é crônico e contínuo. Enfim, não admitir falhas e não errar é buscar o inatingível.


28 de agosto de 2009

Hécuba e o lamento das troianas

Esse vídeo mostra a história de Hécuba. Ela era mulher de Príamo. Durante a guerra de Tróia morreram-lhe quase todos os dezenove filhos que tinha e viu trucidado seu esposo Príamo, sua filha Polixena e seu neto Astianax.

Fonte: Dicionário Básico de MITOLOGIA (Grécia - Roma - Egito). Autor: Luiz A. P. Victoria




24 de agosto de 2009

Coisa séria

Vamos esquecer um pouco os mitos e falar de um fato sério que aconteceu na Grécia. No domingo (23), um homem tentou atear fogo à mulher e acabou incendiado a floresta. Confira a notícia no site: http://www.tvi24.iol.pt/internacional/grecia-incendios-crime-passional-atenas-fogo-tvi24/1084204-4073.html





As chamas dos fogos que lavram na Grécia encontram-se a quinze quilómetros da capital grega. Segundo a AFP, o incêndio que deflagrou este domingo terá sido provocado por um homem que tentou atear fogo à mulher.
O homem, morador no distrito de Ano Liosia, «encharcou a mulher com um líquido inflamável com a intenção de a matar», revelou a polícia, acrescentando que a mulher, em chamas, correu para a floresta e o fogo começou.
A vítima foi hospitalizada com ferimentos graves, enquanto que o homem foi detido pela polícia depois de tentar fugir de carro.
O foco de incêndio foi combatido pelos bombeiros, que conseguiram conter as chamas.
12 mil hectares consumidos pelas chamas.
Mais de 20 mil pessoas foram obrigadas a fugir dos subúrbios para o norte de Atenas. Com dezenas de frentes incontroláveis, os incêndios já consumiram 12 mil hectares de floresta e dezenas de casas foram destruídas.
O mecanismo comunitário de protecção civil já foi activado pela Comissão Europeia e o executivo grego pediu assistência aérea aos estados-membros.
Pelo menos doze Canadairs combatem as chamas. Os bombeiros esperam que não seja tarde demais para salvar a capital de ser destruída pelo fogo.

23 de julho de 2009

12 de julho de 2009

Monstrinhos

É muito interessante esse vídeo. Mostra os diversos monstros que existiram na antiguidade mística grega. Dragões que soltam fogo, cavalos alados, serpentes marinhas e monstros que comem humanos fazem parte desse cardápio de lendas mitológicas. Vejam!